Grandes Nomes do Mundo da Beleza: Ben Nye

Olá, meus amores! Tudo bem com vocês?

Este é o primeiro capítulo do Grandes Nomes da Beleza de 2019. Eu não tenho palavras para agradecer todo o sucesso dessa série.

E eu decidi começar o ano de 2019 com um perfil que eu acredito que muitos irão amar. Hoje é dia de falar sobre a vida do maquiador Ben Nye.

Benjamin Emmet Nye nasceu no dia 12 de janeiro de 1907 em Fremont, Nebraska. Durante a adolescência, os pais de Ben, Charles and Josephine Nye, mudaram-se com toda a família para a cidade de Omaha.

O jovem Ben já começou a se interessar em maquiagem ainda no período do colegial. Nye fazia as maquiagens das peças de teatro da escola.

Porém, os pais de Ben insistiram que ele seguisse carreira como geógrafo. Nye se matriculou no curso na Universidade de Nebraska.

Contudo, um professor de Ben o aconselhou a largar o curso de geografia e seguir uma carreira artística. O educador acreditava que o aluno estava desperdiçando seus talentos para arte na faculdade.

Ben seguiu os conselhos do professor e mudou-se para Los Angeles, onde um tio o ajudou a entrar na indústria do cinema.

O jovem começou trabalhando na Fox Studios. A função de Nye era transcrever partituras usadas nos filmes. E apesar de achar o trabalho bastante monótono, Ben passou três anos na função fazendo networking, já visando uma vaga no departamento de maquiagem.

Através desses contatos, Ben Nye conseguiu se tornar aprendiz de Montague “Monte” Westmore, um maquiador extremamente respeitado na indústria do cinema.

Durante o estágio ao lado de Westmore, Ben conseguiu construir uma reputação e já começou a ser o chefe do departamento de maquiagem em filmes importantes.

Em 1937 ele foi o chefe de maquiagem do filme O Velho Chicago. Nessa produção ele supervisionou e preparou a maquiagem de cada personagem. Esse perfeccionismo foi uma das marcas da carreira de Ben Nye.

Mas foi em 1939, com o filme Jesse James, que a carreira do maquiador deu um salto. Para essa produção Ben Nye criou uma barba fake no ator Tyrone Power, que não possuía pelos na região. O artista usou pelos humanos para conseguir criar a barba falsa.

E no mesmo ano Ben Nye foi contratado para fazer as maquiagens de E o Vento Levou. Curiosamente Ben foi aprovado para o projeto porque conseguiu criar rugas fake na pele do irmão e ator Robert Caroll Nye.

Durante as filmagens de E o Vento Levou, Ben ficou encarregado de maquiar a atriz Hattie McDaniel. E para conseguir o tom de base perfeito ele começou a produzir bases especiais para negros.

Foi a partir de E o Vento Levou que Ben Nye decidiu criar sua própria linha de maquiagem, voltada à indústria do cinema. O maquiador se especializou em criar itens para peles até então pouco representadas, como negras e asiáticas.

Nos anos 40 ele trabalhava como maquiador freelancer para a Paramount Pictures, Warner Brothers Studios e Fox Studios. Naquele período ele chegou a fazer as maquiagens de mais de cinco filmes ao mesmo tempo.

E durante aquela década, Ben Nye criou cursos para ensinar e preparar novos maquiadores para a indústria cinematográfica.

Do final da década de 40 até 1960 Ben teve a fase mais criativa e experimental da carreira. Ele se tornou o grande nome de próteses em filmes e conseguia transformar completamente a aparência dos atores.

Ben Nye trabalhou e supervisionou cerca de 500 filmes, dentre eles Os Homens Preferem as Loiras, A Noviça Rebelde, O Planeta dos Macacos e O Vale das Bonecas e Cleópatra.

Em 1967 Ben Nye se aposentou. Porém, no mesmo ano Nye decidiu continuar seu legado com a criação da marca de make homônima. O maquiador escolheu o filho Dana para ser presidente do negócio, cargo ocupado pelo mesmo até os dias de hoje.

Ben Nye faleceu em 09 de fevereiro de 1986, em Santa Mônica, Califórnia. O filho Dana continuou como presidente da marca de maquiagem, e Ben Nye Junior seguiu os passos do pai ao ser maquiador na indústria de cinema.

Ben Nye Jr. foi o maquiador de grandes filmes como Memórias de Uma Gueixa, A Múmia, Ghost-Do Outro Lado da Vida e Endiabrado.

Alguns anos atrás a Ben Nye era conhecida apenas no nicho cinematográfico. Mas a empresa teve um boom de vendas após o maquiador Mario Dedivanovic, queridinho da Kim Kardashian, ensinar o badalado contorno da empresária com o pó Banana da marca.

Hoje a marca Ben Nye é popular entre maquiadoras e blogueiras que se apaixonaram pelo pó solto, pela cola para cílios ou pela cola de glitter. O que era antes make de cinema se tornou febre graças à Kim Kardashian.

Ben Nye foi um maquiador revolucionário e um dos grandes responsáveis pela maquiagem se tornar respeitada no cinema.

Não só ele ajudou a construir a indústria do cinema, mas ele também foi uma das primeiras pessoas a investir para que o mercado de beleza fosse mais inclusivo e democrático.

Vocês gostaram do capítulo de hoje? Qual a próxima personalidade que vocês querem que eu fale sobre?

Grandes Nomes do Mundo da Beleza: Charles Revson

Olá, meus amores! Como vocês estão?

Eu estava morrendo de saudades de escrever o Grandes Nomes do Mundo da Beleza. E nesta semana eu volto com uma sugestão de vocês! Vamos falar sobre Charles Revson, o criador da Revlon.

Charles Haskell Revson nasceu em 11 de outubro de 1906, em Somerville, Massachusetts. Seus pais, Samuel Revson e Jeanette Weiss Revson, eram descendentes de judeus europeus que haviam imigrado para o Canadá, e depois para os Estados Unidos.

O pai de Revson trabalhava como enrolador de cigarros; já a mãe era uma vendedora. Porém, nos anos 20 a mãe de Charles faleceu jovem, em decorrência de uma pneumonia.

Apesar de participar das atividades do colegial, como teatro e clube de debate, Charles era um garoto muito tímido, que sempre andava ao lado de seu irmão mais velho, Joseph. Ele chegou a receber o apelido pejorativo de pintinho, por conta de seu baixo peso na época.

O jovem Charles mudou-se para a casa dos avós maternos, que o influenciaram a ser workaholic, perfeccionista e ter um excelente senso estético. Contudo, Charles preferia não ter associação com a família, para que ninguém justificasse sua carreira com base no sucesso de outros familiares

Os pais de Revson queriam que ele se tornasse um advogado, porém Charles tinha se mudado para Nova York para trabalhar na Pickwick Dress Company, loja de roupas de um primo seu. Isso decepcionou os pais do jovem americano.

Charles se destacou tanto no emprego, que foi promovido para selecionar os tecidos que seriam comercializados. Revson descobriu ali seu amor por cores, texturas e arte.

Apesar do excelente desempenho, Charles foi demitido em 1930 porque ele tinha feito um enorme estoque de uma estampa que ele amava.

Ele se mudou com a família para Manhattan e passou da trabalhar na Elka Company, como vendedor de esmaltes. Logo o irmão Joseph passou a atuar na mesma empresa.

Os irmãos conseguiram se destacar na Elka e pediram para expandirem as vendas além da cidade de Nova York. A empresa negou a proposta, e os Revson decidiram fundar sua própria marca de esmaltes.

Em 01 de março de 1932, Charles e Joseph Revson fundaram a Revlon Nail Enamel Corporation, em parceria com químico Charles Lanchman. A letra L da Revlon representa o sobrenome do último.

A Revlon foi fundada durante a Grande Depressão, e os três tinham apenas US$ 300 de capital inicial. E no começo eles tiveram que pedir empréstimo a um agiota para conseguir começar o negócio.

O primeiro produto lançado pelo trio foi o esmalte que conhecemos nos dias de hoje, criado à base de pigmentos. Até aquela época, esse tipo de item era confeccionado à base de corantes. A descoberta garantiu que a Revlon possuísse uma variedade maior de tons e esmaltes com brilho intenso.

A partir desse lançamento, as mulheres passaram a esmaltar as unhas de maneira diferente. Até aquela época, era comum não se pintar toda a extensão das unhas, porque os esmaltes não tinham muita durabilidade.

Antes da Revlon, os esmaltes disponíveis eram bem escassos. Existiam poucas cores claras e três tonalidades de vermelho. Com o uso de pigmento ao invés de corante, tudo isso mudou.

Como eles não tinham dinheiro para publicidade, Charles teve a ideia de apresentar os esmaltes da Revlon nos salões de beleza de Nova York. No período em que trabalhou na Elka, o empresário aprendeu sobre os tipos de esmaltes que mais vendiam, as cores que eram mais queridinhas por parte do público.

Munido desses conhecimentos e de um talento natural para o marketing, Charles esmaltava as próprias unhas para demonstrar a qualidade dos esmaltes da Revlon. Ele também aplicava as cores nas unhas das clientes.

Essa tática se mostrou eficiente, pois a Revlon conseguiu crescer de forma meteórica durante toda a Grande Depressão.

Ainda na década de 1930 o sucesso da Revlon era tão grande que a empresa expandiu as vendas para lojas de departamentos e drogarias. Em 1937 os irmãos Revson já faturavam mais de US$ 1 milhão por ano.

Já em 1939, Charles teve a ideia de lançar uma coleção de batons com as mesmas tonalidades do portfolio de esmaltes. Assim nasceu a tendência de combinar a cor do batom com a unha.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Revlon se focou em produzir os kits de primeiros socorros e os cosméticos utilizados na camuflagem das tropas.

As tintas criadas pela empresa tinham uma qualidade ímpar, pois não derretiam sob o sol, e eram resistentes ao suor e chuva. A Revlon foi premiada com uma medalha de excelência pelo governo americano ao final do conflito, por conta dos serviços prestados.

Quando a guerra chegou ao fim, a Revlon voltou a focar na indústria de beleza. Na década de 1940 a empresa já era uma das cinco maiores do ramo, nos Estados Unidos.

Foi nesse período que a Revlon começou a trabalhar ao lado do mundo da moda, lançando coleções inspiradas no universo fashion.

A partir dos anos 1950, Charles começou a nomear os produtos com nomes exóticos, como Fire and Ice (Fogo e Gelo), Moon Drops (Gotas da Lua) e Plum Lightning (Relâmpago Roxo), Fatal Apple (Maçã Fatal) e Kissing Pink (Beijando Rosa). Essa prática influencia a indústria da beleza até os dias de hoje, e garantiu ainda mais sucesso à Revlon.

Na mesma época, Charles começou a veicular comerciais da Revlon na televisão. Essa postura fez com a que a marca começasse a se internacionalizar.

Já em 1960, a empresa já tinha se expandido para outros países como Itália, França, México, Argentina e Japão. E foi a partir desse período que a marca passou a criar linhas premium, para jovens e hipoalergênicas.

Charles Revson é considerado um gênio do marketing. Ele investiu em campanhas de make com imagens sexy, que ofenderam as pessoas nos anos 50, mas que foram bem aceitas nos anos 60 e 70, durante a revolução sexual dos EUA.

Ele vendeu o lifestyle e padrão de beleza americano ao redor do globo e lançou campanhas com modelos do mundo fashion. Foi a Revlon a primeira marca a estampar uma modelo negra em uma campanha de make, nos anos 70.

E o empresário não quebrou paradigmas só na publicidade, como na sociedade. Ele criou a primeira linha de maquiagem focada em pessoas negras. A estrela que estampou a campanha de lançamento dessa coleção foi a Iman.

Apesar disso tudo, Revson era considerado um chefe difícil de se trabalhar. Extremamente perfeccionista, objetivo, rígido e tempestuoso, assim é descrito Charles por muitos. E seus funcionários tinham medo de despertar a ira no empresário.

Sendo o seu perfeccionismo uma das características mais marcantes, Revson criou um dos primeiros padrões de qualidade do mundo, quando esse conceito ainda nem era levado à sério pela indústria.

Apesar da personalidade complicada e dura, o empresário se empenhou em causas sociais. Em 1956, Charles criou a Fundação Charles H. Revson, que construiu escolas e hospitais para as judeus. Antes de falecer, o empresário decidiu doar metade de sua fortuna para a instituição.

E os biógrafos de Revson contam que ele praticava caridades de forma imprevisível. Certa vez ele deu US$ 1000 ao irmão de uma das manicures da empresa. O homem tinha acabado de fugir de Cuba e foi pego de surpresa pela generosidade do empresário.

Charles Revson casou-se três vezes e não era considerado um marido presente. Ele era mulherengo e sua segunda esposa chegou a se separar por conta das traições.

Também é sabido que o empresário amava um estilo de vida extremamente luxuoso, chegando a gastar US$ 5000 por dia. No fim dos anos 60 ele comprou o iate Ultima II, que tinha o tamanho de um quarteirão de Nova York. Só para encher o tanque era necessário gastar US$ 20 mil.

O empresário faleceu em 24 de agosto de 1975, em decorrência de um câncer de pâncreas. Quase 1000 pessoas compareceram ao funeral de Revson.

Charles Revson revolucionou o mercado da beleza ao criar o esmalte como o conhecemos e ao investir em propagandas ousadas. Ele uniu o mundo da beleza com o da moda, e usou modelos para estampar suas campanhas. Além disso, Charles tinha uma mentalidade inclusiva, ao criar cosméticos para todos os bolsos e pensar em make para negros.

Revson é um exemplo de perfeccionismo e marketing tanto para a indústria da beleza como para o mercado.

É possível saber mais sobre a história de Charles Revson através do livro Fire and Ice : The Story of Charles Revson, the Man Who Built the Revlon Empire. Ele está disponível na Amazon.

Vocês gostaram desse capítulo? Qual a próxima personalidade que vocês querem que apareça por aqui?

Grandes Nomes do Mundo da Beleza: Elizabeth Arden

Olá, meus amores! Vocês estão bem?

Estava com saudades de escrever mais capítulos do Grandes Nomes do Mundo da Beleza. Hoje decidi falar sobre a Elizabeth Arden, uma das grandes precursoras da indústria de cosméticos.

Certos detalhes do início da vida de Elizabeth Arden são incertos, já que ela reescreveu alguns capítulos da sua história. Mas considera-se que a empresária nasceu em 31 de dezembro de 1878 na cidade de Woodbridge, próximo a Toronto, no Canadá. Seu nome original é Florence Nightingale Graham.

Os pais de Elizabeth eram imigrantes britânicos, e sua mãe faleceu quando a empresária ainda era criança. A caçula entre cinco irmãos passou dificuldades no começo da sua vida, chegando a desistir da escola para poder trabalhar e ajudar a família.

A jovem recebeu ajuda financeira de uma tia rica para poder concluir os estudos. Elizabeth chegou a cursar enfermagem no Canadá, e esses estudos influenciaram a carreira da empresária pelo resto da vida.

Assim como outros nomes dessa série, Elizabeth aventurava-se na cozinha de sua casa para testar fórmulas de novos cremes. O objetivo inicial da canadense era criar uma pasta que tratasse de queimaduras. Ela utilizada leite e gorduras para fabricar suas fórmulas caseiras.

Os odores dos experimentos de Elizabeth incomodavam seus vizinhos, que achavam que a família Graham passava algum tipo de necessidade.

Em 1908 a canadense se mudou para Nova York junto com um irmão mais velho, sonhando em começar um império de beleza.

No início ela trabalhou ao lado do irmão como auxiliar em escrita fiscal, na empresa farmacêutica E. R. Squibb Pharmaceuticals Company. Durante esse trabalho, ela pode conhecer ainda mais a indústria de cosméticos e sobre tratamentos de pele. 

Durante um ano ela também trabalhava no salão de beleza de Eleanor Adair, especialista da época em tratamentos de pele. Elizabeth estudou e se especializou em massagem facial e aplicação de tratamentos faciais.

Em 1910, Elizabeth decidiu abrir seu primeiro salão de beleza na 5ª Avenida, em sociedade com Elizabeth Hubbard. A empresária contou com a ajuda de seu irmão mais velho, que lhe emprestou US$ 6.000. 

A sociedade com Elizabeth Hubbard não durou muito. Mas a empresária decidiu adotar o nome Elizabeth em homenagem à ex-sócia. O sobrenome Arden foi escolhido por conta do poema “Enoch Arden” de Alfred Tennyson.

Elizabeth mandou instalar uma porta vermelha em frente ao seu negócio, detalhe que se tornou ícone em todos os seus salões ao redor do globo.

A partir daí, a empresária criou o conceito de spa, oferecia serviços de manicure, limpeza de pele e massagens faciais com o creme Arden. O seu público-alvo eram mulheres maduras que buscavam tratamentos rejuvenescedores, além de mulheres comuns que queriam se sentir mais belas.

Rapidamente o salão de Arden se tornou o mais famoso de Nova York, sendo considerado o melhor. Ao mesmo tempo que a empresária construía seu império de beleza, ela também lutava pelos direitos das mulheres.

Em 1912, Elizabeth criou um batom vermelho como símbolo da independência feminina, reuniu cerca de 15 mil mulheres que marcharam pela 5ª avenida pedindo o direito de voto feminino.

Ainda no mesmo ano, Elizabeth viajou a Paris para estudar as tendências europeias de beleza. Ela notou que as francesas se maquiavam no estilo “total look”, do qual você combina as cores usadas nos olhos, lábios e unhas.

Encantada com o hábito das francesas de se maquiar, Arden voltou aos EUA com uma linha completa de maquiagem, com cores inéditas no mercado norte-americano. Em uma época que o costume de maquiar era malvisto pela cultura do país.

Nesse retorno aos EUA, a empresária contratou químicos para desenvolver novos cremes mais fluídos, investiu em uma gama maior de tons de base, para que todas mulheres se sentissem bem ao usar make.

Elizabeth foi uma das grandes responsáveis por tornar a maquiagem acessível, antes um luxo que era voltado apenas para atrizes de cinema. Ela também foi uma das pessoas que introduziu a cultura do skincare e tratamentos de spa caseiros.

Em 1920 a marca Elizabeth Arden já contava com mais de 120 produtos em seu portfólio. No mesmo ano, o primeiro salão do império foi aberto em Paris. A partir dali, começou o rápido processo de internacionalização da marca. 

Na década seguinte a empresa já contava com 600 itens em seu catálogo de produtos. A Elizabeth Arden tinha conquistado vários países e abria seus salões em grandes capitais.

Durante os anos 30 ela lançou seu primeiro perfume, o Blue Grass Perfume by Elizabeth ArdenO slogan da campanha era “meu perfume dura 24 horas”.

Nos anos 40, durante a Segunda Guerra Mundial, Elizabeth lançou o batom vermelho Montezuma. A cor foi criada especialmente para as mulheres que participavam das forças armadas norte-americanas. Era uma forma de dar vida e feminilidade aos uniformes militares

Elizabeth se tornou não influente que chegou a ser uma das mulheres mais ricas do mundo em sua época, estampou a cara da revista Time e tinha seu próprio programa de rádio na NBC, o Elizabeth Arden Way to Beauty. Praticamente um tutorial de maquiagem, só que em áudio.

No período pós-guerra, Elizabeth criou fragrâncias masculinas e sua marca era queridinha entre ícones como Marilyn Monroe, Jacqueline Kennedy, Marlene Dietrich, Joan Crawford e Rainha Isabel II.

Em 1962, a empresária recebeu o prêmio Légion D’Honneur do governo francês. A premiação foi dada por conta da contribuição de Elizabeth ao mundo da beleza.

Ao mesmo tempo em que Elizabeth construiu um império no mundo da beleza, a empresária também acumulou desafetos. É publicamente conhecida sua rivalidade com Helena Rubistein.

Elizabeth se casou em duas ocasiões, mas a empresária era tão workaholic que não deu muita atenção aos maridos. Reza a lenda que no dia do seu casamento com Thomas Lewis, Arden disse o sim e já saiu apressada para retornar ao trabalho.

A empresária também era conhecida por ter uma personalidade ácida, forte e por não tolerar concorrência. Viveu de forma solitária e com muitas manias.

Elizabeth Arden faleceu em 18 de outubro de 1966, aos 87 anos, em Nova York. A empresária não revelava sua idade real, para que as pessoas acreditassem ainda mais na eficácia de seus cremes.

A empresária não possuía herdeiros diretos e não distribuiu seus bens antes de falecer. A Elizabeth Arden Inc. quase faliu após a morte de Elizabeth, mas o império conseguiu se restabelecer e dura até hoje.

Os produtos Elizabeth Arden estão presentes em 120 países, com um portfólio com mais de 300 produtos. Em 2014 a venda de perfumes representava 77% do faturamento da empresa.

Elizabeth Arden criou o conceito de spa que conhecemos nos dias de hoje, investiu em ciência e tecnologia na produção de cosméticos, democratizou o uso da maquiagem e apoiou causas femininas. Ela também foi uma das precursoras de um estilo de vida fitness.

Ela foi uma das primeiras empresárias a investir em um design luxuoso nas embalagens, a apoiar o uso de marketing em campanhas de cosméticos e a incentivar uma rotina de skincare especial para cada tipo de pele.

Se você quiser conhecer melhor a história de Elizabeth Arden, vale a pena ler o livro War Paint de Lindy Woodhead. a publicação não está disponível em português, mas a versão digital pode ser encontrada na Amazon.

Gostaram de ler mais sobre a história da Elizabeth Arden? Quem vocês acham que eu devo escrever no próximo capítulo da série?

Agradecimento especial a Igor Gonçalves pelos conhecimentos de contabilidade apresentados no texto.