Grandes Nomes do Mundo da Beleza: Charles Revson

Olá, meus amores! Como vocês estão?

Eu estava morrendo de saudades de escrever o Grandes Nomes do Mundo da Beleza. E nesta semana eu volto com uma sugestão de vocês! Vamos falar sobre Charles Revson, o criador da Revlon.

Charles Haskell Revson nasceu em 11 de outubro de 1906, em Somerville, Massachusetts. Seus pais, Samuel Revson e Jeanette Weiss Revson, eram descendentes de judeus europeus que haviam imigrado para o Canadá, e depois para os Estados Unidos.

O pai de Revson trabalhava como enrolador de cigarros; já a mãe era uma vendedora. Porém, nos anos 20 a mãe de Charles faleceu jovem, em decorrência de uma pneumonia.

Apesar de participar das atividades do colegial, como teatro e clube de debate, Charles era um garoto muito tímido, que sempre andava ao lado de seu irmão mais velho, Joseph. Ele chegou a receber o apelido pejorativo de pintinho, por conta de seu baixo peso na época.

O jovem Charles mudou-se para a casa dos avós maternos, que o influenciaram a ser workaholic, perfeccionista e ter um excelente senso estético. Contudo, Charles preferia não ter associação com a família, para que ninguém justificasse sua carreira com base no sucesso de outros familiares

Os pais de Revson queriam que ele se tornasse um advogado, porém Charles tinha se mudado para Nova York para trabalhar na Pickwick Dress Company, loja de roupas de um primo seu. Isso decepcionou os pais do jovem americano.

Charles se destacou tanto no emprego, que foi promovido para selecionar os tecidos que seriam comercializados. Revson descobriu ali seu amor por cores, texturas e arte.

Apesar do excelente desempenho, Charles foi demitido em 1930 porque ele tinha feito um enorme estoque de uma estampa que ele amava.

Ele se mudou com a família para Manhattan e passou da trabalhar na Elka Company, como vendedor de esmaltes. Logo o irmão Joseph passou a atuar na mesma empresa.

Os irmãos conseguiram se destacar na Elka e pediram para expandirem as vendas além da cidade de Nova York. A empresa negou a proposta, e os Revson decidiram fundar sua própria marca de esmaltes.

Em 01 de março de 1932, Charles e Joseph Revson fundaram a Revlon Nail Enamel Corporation, em parceria com químico Charles Lanchman. A letra L da Revlon representa o sobrenome do último.

A Revlon foi fundada durante a Grande Depressão, e os três tinham apenas US$ 300 de capital inicial. E no começo eles tiveram que pedir empréstimo a um agiota para conseguir começar o negócio.

O primeiro produto lançado pelo trio foi o esmalte que conhecemos nos dias de hoje, criado à base de pigmentos. Até aquela época, esse tipo de item era confeccionado à base de corantes. A descoberta garantiu que a Revlon possuísse uma variedade maior de tons e esmaltes com brilho intenso.

A partir desse lançamento, as mulheres passaram a esmaltar as unhas de maneira diferente. Até aquela época, era comum não se pintar toda a extensão das unhas, porque os esmaltes não tinham muita durabilidade.

Antes da Revlon, os esmaltes disponíveis eram bem escassos. Existiam poucas cores claras e três tonalidades de vermelho. Com o uso de pigmento ao invés de corante, tudo isso mudou.

Como eles não tinham dinheiro para publicidade, Charles teve a ideia de apresentar os esmaltes da Revlon nos salões de beleza de Nova York. No período em que trabalhou na Elka, o empresário aprendeu sobre os tipos de esmaltes que mais vendiam, as cores que eram mais queridinhas por parte do público.

Munido desses conhecimentos e de um talento natural para o marketing, Charles esmaltava as próprias unhas para demonstrar a qualidade dos esmaltes da Revlon. Ele também aplicava as cores nas unhas das clientes.

Essa tática se mostrou eficiente, pois a Revlon conseguiu crescer de forma meteórica durante toda a Grande Depressão.

Ainda na década de 1930 o sucesso da Revlon era tão grande que a empresa expandiu as vendas para lojas de departamentos e drogarias. Em 1937 os irmãos Revson já faturavam mais de US$ 1 milhão por ano.

Já em 1939, Charles teve a ideia de lançar uma coleção de batons com as mesmas tonalidades do portfolio de esmaltes. Assim nasceu a tendência de combinar a cor do batom com a unha.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Revlon se focou em produzir os kits de primeiros socorros e os cosméticos utilizados na camuflagem das tropas.

As tintas criadas pela empresa tinham uma qualidade ímpar, pois não derretiam sob o sol, e eram resistentes ao suor e chuva. A Revlon foi premiada com uma medalha de excelência pelo governo americano ao final do conflito, por conta dos serviços prestados.

Quando a guerra chegou ao fim, a Revlon voltou a focar na indústria de beleza. Na década de 1940 a empresa já era uma das cinco maiores do ramo, nos Estados Unidos.

Foi nesse período que a Revlon começou a trabalhar ao lado do mundo da moda, lançando coleções inspiradas no universo fashion.

A partir dos anos 1950, Charles começou a nomear os produtos com nomes exóticos, como Fire and Ice (Fogo e Gelo), Moon Drops (Gotas da Lua) e Plum Lightning (Relâmpago Roxo), Fatal Apple (Maçã Fatal) e Kissing Pink (Beijando Rosa). Essa prática influencia a indústria da beleza até os dias de hoje, e garantiu ainda mais sucesso à Revlon.

Na mesma época, Charles começou a veicular comerciais da Revlon na televisão. Essa postura fez com a que a marca começasse a se internacionalizar.

Já em 1960, a empresa já tinha se expandido para outros países como Itália, França, México, Argentina e Japão. E foi a partir desse período que a marca passou a criar linhas premium, para jovens e hipoalergênicas.

Charles Revson é considerado um gênio do marketing. Ele investiu em campanhas de make com imagens sexy, que ofenderam as pessoas nos anos 50, mas que foram bem aceitas nos anos 60 e 70, durante a revolução sexual dos EUA.

Ele vendeu o lifestyle e padrão de beleza americano ao redor do globo e lançou campanhas com modelos do mundo fashion. Foi a Revlon a primeira marca a estampar uma modelo negra em uma campanha de make, nos anos 70.

E o empresário não quebrou paradigmas só na publicidade, como na sociedade. Ele criou a primeira linha de maquiagem focada em pessoas negras. A estrela que estampou a campanha de lançamento dessa coleção foi a Iman.

Apesar disso tudo, Revson era considerado um chefe difícil de se trabalhar. Extremamente perfeccionista, objetivo, rígido e tempestuoso, assim é descrito Charles por muitos. E seus funcionários tinham medo de despertar a ira no empresário.

Sendo o seu perfeccionismo uma das características mais marcantes, Revson criou um dos primeiros padrões de qualidade do mundo, quando esse conceito ainda nem era levado à sério pela indústria.

Apesar da personalidade complicada e dura, o empresário se empenhou em causas sociais. Em 1956, Charles criou a Fundação Charles H. Revson, que construiu escolas e hospitais para as judeus. Antes de falecer, o empresário decidiu doar metade de sua fortuna para a instituição.

E os biógrafos de Revson contam que ele praticava caridades de forma imprevisível. Certa vez ele deu US$ 1000 ao irmão de uma das manicures da empresa. O homem tinha acabado de fugir de Cuba e foi pego de surpresa pela generosidade do empresário.

Charles Revson casou-se três vezes e não era considerado um marido presente. Ele era mulherengo e sua segunda esposa chegou a se separar por conta das traições.

Também é sabido que o empresário amava um estilo de vida extremamente luxuoso, chegando a gastar US$ 5000 por dia. No fim dos anos 60 ele comprou o iate Ultima II, que tinha o tamanho de um quarteirão de Nova York. Só para encher o tanque era necessário gastar US$ 20 mil.

O empresário faleceu em 24 de agosto de 1975, em decorrência de um câncer de pâncreas. Quase 1000 pessoas compareceram ao funeral de Revson.

Charles Revson revolucionou o mercado da beleza ao criar o esmalte como o conhecemos e ao investir em propagandas ousadas. Ele uniu o mundo da beleza com o da moda, e usou modelos para estampar suas campanhas. Além disso, Charles tinha uma mentalidade inclusiva, ao criar cosméticos para todos os bolsos e pensar em make para negros.

Revson é um exemplo de perfeccionismo e marketing tanto para a indústria da beleza como para o mercado.

É possível saber mais sobre a história de Charles Revson através do livro Fire and Ice : The Story of Charles Revson, the Man Who Built the Revlon Empire. Ele está disponível na Amazon.

Vocês gostaram desse capítulo? Qual a próxima personalidade que vocês querem que apareça por aqui?

Gloss CAFÉ? Olha isso que legal!

Quem ama café vai amar essa novidade Bite Beauty! A marca acaba de lançar uma linha de glosses chamada de “French Press”, que conta com alguns sabores diferentes e deliciosos de bebidas quentes. Olha que demais essa imagem das cores nas canecas:

São seis opções: Flat White (nude acinzentado), Vanilla Latte (nude caramelo), Salted Caramel (nude rosado), Dirty Chai (marrom quente), French Press (marrom escuro) e Black Coffee (ameixa escuro).

Por serem tons de nude cada uma vai ter um que combina melhor com seu tom de pele. Ah, e o todos tem gostinho da bebida mesmo! Delícia!!!

Segundo a marca, a fórmula é mega hidratante porque possui manteiga e óleo de café Arábica. Todos são orgânicos, cruelty-free, livre de parabenos e sulfatos.

A Coleção French Press já está disponível no site da marca e na Sephora gringa. O preço de cada gloss é U$ 22.

Realmente a textura glossy é a febre do momento!

E vocês? Estão na vibe gloss também? O que acharam da novidade da Bite?

Marca Sensação: Beauty Bakerie

Vocês se lembram da marca Beauty Bakerie? Falei sobre ela aqui no PPF há dois anos, quando contei sobre os batons que não saem por nada desse mundo.

De lá pra cá a marca cresceu, se consagrou e lançou mais itens de desejo. E hoje vou contar um pouco mais sobre a história da Beauty Bakerie, falar sobre os best sellers. Tenho certeza que vocês vão se apaixonar.

A fundadora da marca, Cashmere Nicole, conta sempre que sua vida poderia ser comparada a um conto de fadas. Ela teve uma origem humilde, sobreviveu graças aos programas de assistência do governo-americano e doações da igreja local.

Em 2011, depois de juntar suas economias, Cashmere conseguiu fundar a Beauty Bakerie. Ela equilibrava seu tempo atuando como a única funcionária da empresa, cursando a faculdade de enfermagem e sendo mãe solteira.

Desde o início da Beauty Bakerie, ela usou a cor rosa como símbolo da conscientização e da luta contra o câncer de mama. Porém, o que Cashmere não esperava é que ela mesma fosse diagnosticada com a doença, e precisaria fazer uma mastectomia dupla.

Sem saber como arcar com os custos, Cashmere abriu uma campanha de crowdfunding em 2014, contando sua batalha e pedindo ajuda para expandir a Beauty Bakerie.

No começo a arrecadação estava pequena, mas a campanha chegou aos ouvidos da cantora Beyoncé, que divulgou toda a história e a marca teve um boom após essa ajuda especial.

Por conta de toda essa história de superação, o mantra da Beauty Bakerie é “be better, not bitter” (seja uma pessoa melhor, não amarga). A própria Cashmere afirma que com tantas dificuldades, ela aprendeu a ser uma pessoa de caráter indestrutível.

Agora peguem os lencinhos, sequem as lágrimas e vamos falar de make! Bora conferir alguns dos produtos incríveis da Beauty Bakerie?

Eu não poderia começar a listinha de produtos sem citar o carro-chefe da marca, né? Os batons líquidos da Beauty Bakerie são desejados por todos nós. Não só pela fórmula bruxaria que dura horrores nos lábios, mas pelas tonalidades maravilhosas.

E as embalagens, minha gente? E todas as cores possuem nomes que fazem referências a doces e confeitaria.

A Cashmere contou que criou a paleta Coffee & Cocoa para a filha dela, Jasmyn. A garota não conseguia encontrar tonalidades de iluminador e bronzer que aparecessem na pele dela, então a mãe coruja desenvolveu essas cores babadeiras.

A paleta pode ser usada como iluminador, bronzer, contorno ou até como sombra. Vai do seu gosto.

E se tem uma coisa que o público busca em bases, é uma cartela de cores diversificada e rica em subtons. E a Beauty Bakerie apresenta 30 tonalidades, que atendem desde peles claras até as escuras.

A base Cake Mix foi desenvolvida para peles oleosas, tem cobertura de média a alta e acabamento matte. Do jeitinho que a brasileira gosta, né? hehe.

Outro must have da marca é o pó solto Flour (flour em inglês é farinha), que vem em quatro tonalidades: amarelo, rosa, marrom e translúcido.

Esse produto conta com tecnologia HD, que deixa o acabamento ainda mais impecável e refinado. Vocês já viram que a marca é trabalhada na pele matte, né?

Gente, como não pirar com essas esponjinhas na caixa de ovo? E os pintinhos fofinhos da embalagem? Socorro, eu amei kkkk.

E o melhor é que as esponjinhas veganas são mega queridas pelo público. Elas não são feitas de látex, são macias e são livres de parabenos e sulfatos.

Gostaram de saber mais sobre a história da Beauty Bakerie? Vocês já testaram algum produto da marca?

Fotos: @hotfire.makeup, @bronzeandboujie, @rinnyandbean, @pink4passions, @beautybakeriemakeup